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A Falsa Baiana
postado por: Bela Figueiredo 16:46
Quinta-feira, Outubro 28
"A Feira do Livro da gente" faz 50 anos
Amanhã tem Feira do Livro, gente! E não é uma feira qualquer, mas a quinquagésima Feira do Livro de Porto Alegre, a mais antiga do Brasil, a feira de 58% dos porto-alegrenses que têm o hábito de ler. A festa vai até dia 15 de novembro, portanto, APROVEITEM, pois livros são GRANDES AMIGOS. Livros são tapas na cara, puxões de orelha, passeios, beijos roubados, frio na barriga, descoberta, renascimento, recados, mentiras e verdades.
"A Feira do Livro da gente" - a nossa feira - é uma tradição, é a nossa principal festa cultural e como disse meu amigo Paulo Bentancur "livros na praça - a céu aberto - são uma forma eficaz de democratização da cultura e outubro sempre termina bem em Porto Alegre". Então, vamos todos à praça da Alfândega encontrar amigos e escritores [amigos escritores também], ler, comprar livros, folhear livros, sentir o cheiro deles, caminhar por aquele lugar mágico, entre bancas, sentir a feira que é nossa, afinal, é uma tradição: outubro sempre termina bem em Porto Alegre.
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postado por: Bela Figueiredo 16:30
Terça-feira, Outubro 26
Lembram dele??
Pois o clima de elição do candidato-compositor aqui em Porto Alegre tá uma coisa "O Bem Amado".
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postado por: Bela Figueiredo 10:40
Segunda-feira, Outubro 25
Capoeira que é bom não cai
Quem não foi não viu, nunca vai saber o que perdeu pois deixou de assistir a um GRANDE SHOW de duas excelentes cantoras porto-alegrenses que, para meu regozijo, são minhas amigas. Marisa Rotenberg e Adriana Deffenti arrasaram na abertura do show de Edu Lobo com a Orquestra de Câmara da Ulbra, sábado, no Salão de Atos da Ufrgs. A Marisa abriu com "Por Aí?", do Nei Lisboa, revirando memórias, fazendo borboletas baterem em revoada no meu estômago. Um trechinho:
"Lembra do quanto amanhecemos
Com a luz acesa
Nos papos mais estranhos
Sonhando de verdade
Salvar a humanidade
Ao redor da mesa
Sábias teses e ilusões sem fim
Ying, Jung, I Ching e outras cabalas
Procurando deus entre as folhagens do jardim
Que tolos fomos nós, que bom que foi assim
Que achamos um lugar pra ter razão
Distantes de quem pensa que o melhor da vida
É uma estrada estreita e feita de cobiça
Que nunca vai passar por aqui" (...)
Buenas, teve ainda "Circo Místico", a belíssima "Beatriz" e "Pra dizer adeus" entre outras lindamente interpretadas pela Orquestra e Edu Lobo, que conserva o charme... Enfim, o show foi um bálsamo. Maestria com as palavras, respeito com elas, sacadas tipo: "letras de macarão: poesia concreta".
Termino como comecei, com Edu Lobo e o saudoso Baden Pawell:
"Quem é homem de bem não trai
O amor que lhe quer seu bem,
Quem diz muito que vai, não vai,
Assim como não vai, não vem,
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém.
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem,
Capoeira que é bom não cai,
Mas se um dia ele cai, cai bem.
Capoeira me mandou dizer que já chegou,
Chegou para lutar,
Berimbau me confirmou, vai ter briga de amor,
Tristeza, camará."
Não lembro de onde tirei essa imagem...
Voilá! Ela ilustra perfeitamente o meu estado de espírito pós-show.
Adendo: para Falsa Baiana "o mundo não é o bastante"
A queridíssima Joana fez um mimo ao meu eguinho desbotado. Grazie per tutti, fiore.
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postado por: Bela Figueiredo 15:25
Quinta-feira, Outubro 21
My simple desire
Hoje eu só queria uma barrinha de Soft Coeur e um par de mãos - que não as minhas - pra massagear cada músculo desse meu corpinho cansado. Bom, a banheira, eu, o bofe e um miminho da Lush - que todo mundo merece - estaríamos bem aqui, num Ritz-Carlton da vida... Moby na caixa e relax...
Será que alguém me alcança uma lâmpada daquelas que vem um gênio de brinde dentro??
Sou mesmo uma mulher de desejos simples, non?
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postado por: Bela Figueiredo 10:38
Sobre homens e mulheres ou Bijoux versus jóia
Postei aí embaixo um texto da maradivinosa-esplêndida! Nina Lemos, jornalista que dispensa apresentações.
"O homem com pau de ouro
Ele te comeu. Foi bom. E você, muito sincera e bem resolvida com as coisas da vida, foi lá e disse para ele que foi bom. Só que você esqueceu de dizer que ele não era o único homem do Brasil. Pior, esqueceu de dizer que ele não era o único homem do Brasil que tinha pau. E que o pau dele era ok. Mas era só um pau.
Ele não tinha pau de ouro.
A gente cresce, vira uma pessoa mais compreensiva, faz análise e yoga.
Passa a sair de casa maquiada e não briga mais com a família. Mas certas coisas não mudam. E você se assusta ao perceber que os homens muitos homens continuam achando que nasceram com um pau de ouro cravado com diamantes.
Querido, o seu pau era só um pau. Assim como uma rosa é só uma rosa.
Foi bom. Mas já foi bem melhor com outros.... Mas não.
O homem de pau de ouro não vai me ouvir. ELES ESTÃO SURDOS! Vão continuar olhando para o próprio pau e não escutando ninguém.
O homem com pau de ouro vai achar que você agora vai querer dar para ele todas as horas do dia.
O homem com pau de ouro acha que vai ser pedido e namoro.
O homem com pau de ouro acha que vai ser pedido em casamento.
O homem com pau de ouro acha que você vai persegui-lo pelo resto dos seus dias.
O homem com pau de ouro, que outro dia mesmo te pediu para ser, no mínimo, amiga dele pra sempre, passa a não atender mais os seus telefonemas.
O homem com pau de ouro vai lá e te fode (não literalmente).
O homem com pau de ouro não consegue ser seu amigo porque acha que tem pau de ouro.
E mente de ouro, alma de ouro, problemas de ouro (tudo mais importante que você, seu ser de lata).
Mas ele esquece que você não usa ouro. Prefere bijuteria barata sincera. E ele fica sozinho com seu pau de ouro.
E o pior, nem é admirado por ninguém. Não ninguém que importe.
Já viu gente bacana gostar de ouro?"
Falsa Baiana Networks Ombudsman: Nossa editora, Bela Figueiredo, ADORA UMA BIJOUX. E esclarece: "não esqueçamos as vaginas ouro. Essas, são ainda piores". Meditem, pois.
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postado por: Bela Figueiredo 15:21
Terça-feira, Outubro 19
Recipe
As medidas dos ingredientes podem ser outras e o modo de fazer fica ao gosto do freguês. O leite talha quando não existe simbiose. A maionese desanda quando os objetivos são diferentes e o bolo abatuma se não conquistamos e somos cativados diariamente. Se não temos mais frio na barriga e tudo se transforma num a-mesma-coisa-all-the-time, azeda o creme de leite. Se não acrescentamos doçura à vida, fica tudo com o mesmo gosto e é justamente isso que nos enjoa. Saborear cada pedacinho e elaborar um prato trivial com requinte pode fazer do feijão-com-arroz um banquete saboroso! Não é a azeitona que desagrada o paladar, mas a massa da empada, quando feita de má vontade.
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postado por: Bela Figueiredo 11:01
Fábula do menino e o doce
Ontem, depois do almoço no Pacífico, tomei meu tradicional café moka acompanhado de um cigarrinho no aconchegante Café do Mercado. Eis que me deu uma gula absurda por chocolate. Entrei numa lojinha de doces e, enquanto tentava comprar a barrrinha que me abafaria as emoções, uma criança derrubava tudo o que encontrava pela frente e sua mãe não fazia nada.
O dono da loja estava irritado com a criança e eu com a mãe. A criança pedia balas, chocolate e refri. A mãe dizia que não tinha dinheiro e o dono da loja pedia que a criança juntasse o que derrubava.
Moral da estória: não entendo porque um adulto leva uma criança a uma loja de doces sem um tostão no bolso. Isso é sadismo. Pensei em comprar alguma coisa pro gurizinho, mas como as mães sempre dizem pra não aceitar balas de estranhos...
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postado por: Bela Figueiredo 10:55
Segunda-feira, Outubro 18
Resumo da ópera
Esse fim de semana vi, com algum atraso, o "21 Gramas". Baita filme! Pra mim, ficou isso, além da revelação de que perdemos 21 gramas ao morrer: "às vezes a gente tem que bater onde está doendo".
Sexta-feira foi dia de preguiça cedo da noite. Pan e Mousse como companhia. Sábado de dor absurda na coluna, remediada por uma massagem terapêutica dos deuses. Aliás, têm pessoas que nasceram pra arrancar a dor. Seja com as mãos, seja com palavras. Walt Withman é curativo, conversar com meu pai idem, bem como os papos com minha irmã Inês.
Domingo, reunião de família, cachorros, café da tarde tipo Dois Irmãos, meu pai lindo... Como é bom a gente poder ser extamente quem é e ainda assim ser o máximo.
Nada pode ser mais belo do que Musique, de Matisse.
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postado por: Bela Figueiredo 19:12
Quarta-feira, Outubro 13
Esse post pode ser chamado de Apontamentos ou Desapontamentos
Tenho pavor de:
. lesco-lesco
. gente que se faz de ... mas é ...
. aula de bobageiras na web
. camarão
. amigos que somem [em tempo: amigos somem?]
. negativo no banco
. "fazeção"
. criaturas que se utilizam de subterfúgios para amainar a própria desgraça
. Fogaça
. mentirinhas não-danosas [essas são as que mais machucam]
. falta de tempo [a mim, ao menos, não me falta tempo; as horas seguem todas no relógio, do mesmo jeito].
. de quanto tu não está aqui, principalmente
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postado por: Bela Figueiredo 16:12
Segunda-feira, Outubro 11
Mais uma carta
Morreu hoje, o escritor que ocupou meu imaginário adolescente. Vítima de câncer, Fernando Sabino completaria 81 anos amanhã.
No dia primeiro de maio desse ano, postei o seguinte texto aqui na Falsa:
Quero adolescer novamente
Um dos livros que marcou a minha adolescência foi O Encontro Marcado, de Fernando Sabino. Esse mineiro me levou pra passear pelas ruas de Belo Horizonte de mãos dadas com Eduardo Marciano, protagonista da obra e seu alter ego.
As lembranças desses tempos me levam à conclusão de que eu era feliz e não sabia e que aos 13 anos tudo é simples demais, sem nóia nem estresse nem cansaço, principalmente. Um bom livro me fazia sonhar, levava a passear por Minas Gerais e namorar Eduardo Marciano. E, a cada página, eu jurava escrever uma carta a Fernando Sabino, agradecendo pela estória, que era linda e mágica! E só de pensar em mandar cartas a poetas e escritores, já tinha um milhão de borboletas voando no estômago. Quem me conhece sabe que sou aleijada do pulmão esquerdo, pois meu coração tomou conta. Bom, não é privilégio do Sabino essa coisa de carta... Até hoje, quero escrever - e às vezes escrevo - aos autores dos livros que amo, como fiz com Lya Luft.
É... a gente que complica...
Escrevi milhares de cartas imaginárias para Sabino e não enviei uminha sequer. Hoje, todas elas se misturam na minha mente sob a forma de segredos, que assopro pelos ares.
Agora, deixo uma reflexão de Sabino, que tem tudo a ver com o período eleitoral: Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um.
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postado por: Bela Figueiredo 10:15
Sexta-feira, Outubro 8
Agenda de fim de semana
Amigos, Brique da Redenção, chimarrão, passeio com Mousse e muito, mas muito bandeiraço e panfleteação - a exemplo do último fim de semana, registrado aí embaixo, ó:
Bela e Mana, no Monumento ao Expedicionário.
E agora, o momento reflexão
Leiam aqui na Falsa Baiana cópia do texto produzido por Luis Eduardo Pinto, sociólogo e cidadão de Porto Alegre. O tema não podia ser outro: eleições municipais 2004. Trata-se de um belo texto, lúcido e imperdível.
"Carta aos cidadãos de Porto Alegre
Prezados amigos,
A condição de sociólogo sempre me exigiu um certo distanciamento da campanha ativista na política, porém, o resultado das urnas no dia 03 de outubro não permite que me cale; e é como cidadão de Porto Alegre que encaminho esta carta a vocês.
As opções que se apresentam a nós no dia 31/10 são muito claras: de um lado um projeto sério e responsável de desenvolvimento sustentado que vem rendendo frutos para a cidade, e de outro uma candidatura que... que o quê?!
Entrando no site do Senado (veja tu mesmo: www.senado.gov.br) constatamos que o senador José Fogaça, em 16 anos de mandato, propôs 8 projetos. Uma incrível média de 0,5 (meio projeto) por ano, sendo que destes 8, não conseguiu a aprovação de nenhum. Foram rejeitados ou engavetados. Pergunta: o que ficou fazendo no restante do tempo? Compondo músicas para o comercial do Zaffari, enquanto nossos impostos lhe pagavam salários, auxílio paletó, viagens, moradia...?
No mesmo período a prefeitura de Porto Alegre trabalhou e muito, não de forma esparsa e descompassada, mas de maneira integrada, caracterizando de fato a promoção de políticas públicas. Levou calçamento e saneamento básico a bairros e vilas de Porto Alegre onde outros prefeitos só passavam em épocas de eleição. Vila Jardim, Bom Jesus, Parque dos Maias, Rubem Berta, Vila Cruzeiro... são localidades longe dos olhos de quem transita apenas pelo centro e bairros de classe média alta da capital, mas o fato é que nestes bairros e em muitos outros também bate não apenas um, mas muitos corações. Saneamento básico está diretamente relacionado com saúde pública, pois a água tratada evita o aparecimento de doenças. Na outra ponta da saúde, que foi municipalizada ao longo destes 16 anos, Porto Alegre, ao contrário de outras capitais, não desvia verbas do setor para obras faraônicas em busca de votos.
As grandes obras viárias, por sinal, não visam chamar a atenção, mas atender às demandas da cidade. É possível cortar a cidade de norte a sul, leste a oeste (sem passar pelo centro, ou seja, pagando uma passagem) pelas perimetrais, e as linhas T, que até pouco tempo atrás iam só até o T5 e hoje vão ao T10. O sistema de transporte coletivo da capital é exemplo no país inteiro pelo respeito e profissionalismo com que o passageiro é tratado (vide os prêmios da Carris). O passe livre do ônibus no domingo permitiu que uma cidade totalmente excluída nos fosse conhecida, e esta convivência com pessoas tão pobres talvez desagrade a alguns.
Nem quero falar das obras "intersubjetivas", como o orçamento participativo, mas o fato é que Porto Alegre, já conhecida como a capital mais culta do país, intensificou sua fama, pela revitalização do centro, reforma dos prédios históricos, e a transformação de espaços antes abandonados como a Usina do Gasômetro em espaços culturais com eventos gratuitos ou a preços módicos. É bom lembrar que a juventude que encontra espaços para desenvolver a arte tende a ser menos violenta (a sublimação freudiana), e segurança pública não é apenas criar agências policiais a mais para baterem cabeça com as já existentes (que por sinal, por lei são comandadas pela secretaria de segurança estadual, não tendo os prefeitos municipais poderes sobre elas).
A oposição, porém, não quer falar do passado. Falemos então do futuro, e de quão incoerentes são as propostas de Fogaça. Para que este texto não se alongue demais e corra o risco de não ser lido, falarei apenas de um aspecto ambíguo, dos muitos que poderia, dos compromissos de Fogaça. O candidato do PPS afirma que abrirá os postos de saúde 24 horas. O mesmo afirma também que tem compromisso com a responsabilidade fiscal. Informa ainda que pretende dar incentivos fiscais para alguns segmentos da economia (quais???) no intuito de gerar novos empregos. Estas três propostas se anulam uma a outra.
Vejamos: para abrir todos os postos de saúde ininterruptamente seria preciso contratar o dobro de médicos, enfermeiros, serventes, funcionários administrativos, etc. Do orçamento da prefeitura atualmente, 52% é comprometido com a folha de pagamento, e a lei Camatta só permite que este número chegue a 54%. Vejam que não é possível contratar tanta gente e ter compromisso com a responsabilidade fiscal ao mesmo tempo. A menos que Fogaça pretenda abrir os postos de saúde 24 horas e não ter médicos para atender. Ou será que ele espera que os médicos virem a noite trabalhando todos os dias? Como ele pretende então cumprir sua promessa de campanha? Muito simples: ele não vai cumprir.
Os incentivos fiscais também não condizem com a responsabilidade fiscal, além de serem um instrumento inútil. Não existe nada que obrigue necessariamente uma empresa a gerar mais empregos porque paga menos imposto. Qual empresário em sã consciência vai empregar uma pessoa só porque a conta do telefone, por exemplo, passou a vir mais baixa? Empresas só empregam mais quando existem reais necessidades de mão-de-obra no processo de produção, e farão isso ou não independente da carga tributária. Ou Fogaça está mal intencionado, ou ele não sabe do que está falando.
Este foi apenas um exemplo. No final deste mês de outubro temos uma escolha muito clara a fazer: 1) permitimos que um projeto competente e coerente continue seu rumo, rumo este que saneou as contas públicas a ponto de construir o bom nome de Porto Alegre nos maiores organismos internacionais de captação de recursos, promove o crescimento da cidade a passadas largas, porém sem passos maiores que as pernas, insere a cidade no caminho ideal entre o Brasil arcaico e o Brasil moderno, respeita Porto Alegre como é, sua expressão terna sem ser provinciana, ao mesmo tempo sua modernidade que não se transforma em formigueiros urbanos; ou 2) dar chance a um plano político oportunista cujo objetivo maior é apenas atender a vontade vaidosa de "ganhar do PT".
Se já tens esta consciência e votas em Raul Pont, espalha esta carta para teus amigos, imprime para os que não têm computador. Se pensa de maneira diferente, peço encarecidamente que reflita sobre o que leu. Um engano em 31/10 pode demorar quatro anos para começar a ser corrigido. Pense com carinho... o carinho que Porto Alegre merece.
Obrigado pela atenção de todos."
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postado por: Bela Figueiredo 16:01
Quinta-feira, Outubro 7
Eu quero saber:
Como vão vocês? Me dêem notícias...
Tô de olho, sabe por quê? Porque quem guarda, tem.
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postado por: Bela Figueiredo 10:14
Terça-feira, Outubro 5
Satisfação
Não tô com vontade de escrever.
Só passei aqui pra avisar.
Tô cansada, com dor nas costas, cheia de tarefas + umas propostas/idéias mexendo com meus hormônios.
Era isso.
Até.
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postado por: Bela Figueiredo 17:37
Sexta-feira, Outubro 1
Mantra da eleição
O debate de ontem foi um fiasco.
Eu voto 13.
Cadê a oposição?
Eu voto 13.
Professor se confunde sobre métodos de ensino.
Eu voto 13.
Não quero mais um sabão em pó de cabelo lambidinho no poder.
Eu voto 13.
E isso nada tem a ver com o meu cargo, pois todos os meus votos sempre foram 13.
Eu voto 13.
Pois acredito no Raul e no projeto da Administração Popular.
Eu voto 13.
Porque um prefeito não se faz em cima de trilha musical.
Eu voto 13.
Nem pelos 25 empregos que gerou.
Eu voto 13.
Nem pela "experiência" caquética.
Eu voto 13.
Nem pela raiva.
Eu voto 13.
Nem pela cara nova.
Eu voto 13.
Porque o Raul é honesto, competente, comprometido, despretensioso.
Eu - definitivamente - voto 13.
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