A Falsa Baiana

postado por: Bela Figueiredo 00:35

Terça-feira, Outubro 18

Diariamente como antigamente
Participo que o blog-delícia A Falsa Baiana será parcialmente escanteado, pois escrevo um diário à moda antiga: tinta sobre papel.

O velho hábito que me acompanha desde a infância e que foi abandonado no início da vida adulta (não sei por que) se agarrou à minha existência nesses anos de desvio através de cadernetas vulgares de anotação, de cinco reais, acolhendo pensamentos, devaneios, desenhos, mini-contos e telefones (obvious). Enfim.

O mimoso Gjermund me presenteou com alguns dos mais duráveis, estéticos e sob medida: os genuínos notisboks noruegueses. Vejam:


Laranjinhas, bem do jeito que gosto



Antes da fase nova geração de diários BF, na entressafra da fase adolê pro adulitismo, utilizei caderninhos como este:


Os de cinco pilas e não menos imprescindíveis



Enfim, algo se move, renova, desponta. Coisa boa! Comments:

postado por: Bela Figueiredo 21:32

Domingo, Outubro 16

"Finda por ferir com a mão essa delicadeza a coisa mais querida/ a glória da vida"
Estava eu, aqui, ruminando minhas mazelas, recém saída do banho, exausta. Resolvi checar e-mails. Juro: não esperava nada além do horóscopo da semana mais uma dúzia de spams comerciais e listas de discussão de que faço parte. E sabe o que tinha na minha caixa postal? Uma bênção, um presente generoso, uma prece dita bem baixinho, um sopro de ar puro na minha cara. Tinha, aliás tem, Paulo Castro, meu amigo querido, confidente, companheiro do acolheramento de letrinhas, além de psicanalista e psiquiatra, escritor, pai e marido. Mas ele não é só isso: Paulo é um turbilhão: verborrágico e manso, insolente e gentil. Ele quer abraçar o mundo e depois atirá-lo aos leões e depois, e depois disso, deitar com a leoa e dar de mamar aos filhotinhos.

Senhoras e senhores, ele, o. Silêncio, por favor.

"Falsos Baianos
por Paulo Castro
Recebi um convite pra escrever na Falsa Baiana. O que significa isso? Escrever sobre a pele da falsa baiana ou ser um falso baiano?

Sou?

Quando eu trabalhava como garçom, um puto quebrou uma garrafa na minha cara. Os sujeitos do hospital fizeram um trabalho excelente, ficou apenas uma cicatriz sobre o lábio superior. De onde veio esse sucesso cirúrgico? De uma estranha calma que se apossou de mim quando eu sentia o gosto salgado vazando. Se me dessem um violão, eu tocaria poetinha na ambulância.

Bela Figueiredo, eu tinha me prometido não fazer desse convite um elogio a ela. Mas é complicado, pois conheço. Ela seria esse violão a deitar a cabeça no meu colo, e eu tocaria as raízes de aço saboroso, lambuzando flores na ponta dos dedos, com simpáticas abelhas rodeando meus transtornos. O enfermeiro, preocupado, apurando os dados vitais, e eu com Bela, tirando um som, pois ela é música e iluminação, para além do vermelho-azul rotatório. Pela radicalidade da situação, ela não diria não.

Vive de situações extremas, mesmo que saia uma bossa, ou John Coltrane pelos gramofones.

Ela veio da saudosa Porto Alegre, onde conheci o auge da geração beat no Brasil, eu vim de um lugar em que o canal é comer bolinhas de queijo na beira do porto. Querida amiga, estamos longe da Bahia, mas mesmo assim, sangue vertendo e acordes nos seus cabelos, a desejada calma se fazia presente. E eu nem sonhava te conhecer. Mas diz Platão, o que é importante de se conhecer, já vive em nós, desde sempre.

Hoje, já cicatrizado, deitado na rede, sonho mesmo em lhe conhecer o hálito.

O lugar perfeito seria Cabrália, nos arredores de Porto Seguro, onde fui uma vez jovem, sucesso erótico estranho, dada minha magreza e meu enorme nariz, e outra, vencido e com os culhões amassados, passando os dias chuvosos de verão jogando dominó e comendo caju com pinga e sal. Virei um mestre no jogo e uma pessoa triste. Só encontrando Bela naquelas areias, braços abertos, boca forte, nariz empinado, olhos enormes, é que não precisaria crescer nunca mais, envolto em mel, lambuzo. Estariam longe os turistas chatos, a mágica é particular.

Ela sabe o que sei que sinto.

O tempo e as limitações, vencidas.

Seríamos verdadeiros baianos. Verdadeiros em que longitude e latitude fosse. Sua voz, música. Grande energia, eu sei. Guitarra elétrica que toca o tocador e não o contrário.

Menina: o mar entra sob nossas unhas." Comments:

postado por: Bela Figueiredo 00:04

Sexta-feira, Outubro 14

Ele não me ama ou Fórmula [errada] do Amor
- Está sempre ocupado ou viajando.
- É casado [cheguei atrasada, como o Coelho de Alice no País das Maravilhas].
- Ele é inteligente e eu sou burrinha, vocês sabem.
- Buenas, ele é vivido e tenho apenas 29 anos [2 + 9 = 11 e 1 + 1 = 2 e apenas os múltiplos de 3 são os meus números preferidos e desde a minha tenra infância tenho a mania de somar todos os números e reduzi-los a um único algarismo e se este algarismo não for múltiplo de 3 eu não brinco mais]. Resumindo: esta não é uma idade auspiciosa para "ter com ele".
- O que mais? Enfim, ele é um astro que se move em Sigma 29 [de novo o numerozinho esse] e eu "ando de passo leve pra não acordar o dia".

Curiosidade mata. Ele está aqui --> CLIQUE! Comments:

postado por: Bela Figueiredo 10:27

Quinta-feira, Outubro 13

Uma coisinha só
Tenho saudade da minha cidade em dia de chuva: linda!, cinza, plastificada.
E hoje faz um calor insuportável aqui na terra da garoa e calor combinado a um zilhão de substâncias poluentes é infinitamente pior que o forno da Capital gaúcha, que eu tolamente me queixava.


Viaduto da Borges de Medeiros - Foto de Maurício Capellari Comments:

postado por: Bela Figueiredo 23:56

Segunda-feira, Outubro 10

"Defenderse de los cabrones"
A frase acima foi o lema da vida de Frida Kahlo. Estou imersa no universo da artista mexicana com "Diário de Frida Kahlo - um auto-retrato íntimo". Mesmo não sendo fã da obra, assim, esteticamente, me encanta a maneira lúcida, digna e corajosa que uma mutilada pela existência encontrou para viver, mantendo-se ereta, mesmo tendo uma das pernas amputada; firme e forte, desafiando 35 ciirurgias, abortos e a poliomielite.

"Pinto a mim mesma porque sou sozinha. Sou o assunto que conheço melhor", disse Frida. E o que fazemos senão pintar, dançar, escrever em prosa e verso, desenhar e cantar a matéria que melhor conhecemos - nós mesmos?


"The Two Fridas", 1939

Então, por que não falar da Gata que me espreita a cada passo? (Gata com letra maiúscula, pois me refiro a um nome próprio de algo que existe com força e que será tratado com vagar aqui na Falsa Baiana nos próximos dias). Por que não florear em torno de fatos reais como um telefonema delicioso e sem nenhuma pretensão que me deixou feliz ou ainda resmungar quando meus caprichos não são prontamente atendidos? Por que não gritar minha indignação com a morosidade dos atos e com a pressa das pessoas que se perderam de vista depois de picadas pela mosca azul? Por que não falar do que percebo, enumero, rotulo, sonho, penso, quero com a força das minhas entranhas? E olha que força de entranha de mulher é coisa séria, assunto de gente grande. Por que não escrever sobre sofrimento próprio, inquilino vitalício do peito, até porque a felicidade divide um quarto com a dor? "O sofrimento é indescritível. Pode-se conhecer os pensamentos de Hamlet, mas não se pode verdadeiramente descrever uma dor de cabeça. O sofrimento destrói a linguagem". Isso na opinião de Virgínia Woolf. Mas se eu não quiser descrever "verdadeiramente" o sofrimento, posso descrevê-lo a meu modo, não é mesmo?

Então, em verdade, mas não verdadeiramente, vos digo:
Sinto
mudo
o diáfano muro
do imundo mundo

Cito
disso tudo
o muco
dos EUnucos


E finalizo com mais uma confissão: como Frida, quero ver os leões saindo da estante. Agora! Comments:

postado por: Bela Figueiredo 14:26

Sábado, Outubro 8

Hábito de postar, inclusive, nada
Figurativo: Não sou manada. Sou revoada. E generosidade não é artigo de luxo, mas de primeira necessidade. Carregue no nécessaire.

Vivo um governo provisório em São Paulo.

Meu perdão tá fácil e essa eu pesquei do queridão-master, Maurício Capellari.

Uma imagem para "pensagens":

ps.: prefiro não estar na moda. Eita Basquiat! Comments:

postado por: Bela Figueiredo 08:59

Quinta-feira, Outubro 6

Tudo passa. Até uva-passa
Dormi como uma pedra esta noite, na casa de meu amigo Mário (não aceitamos piadinhas bobocas, ok? tipo aquele que te não sei o quê atrás do armário).

Papo de táxi: O dia é cinza e úmido na cidade que "não pára/ a cidade só cresce/ o de cima sobe/ e o de baixo desce".

O bear é gentil e generoso e tudo a ver: achei aqui no meu disco rígido uma história que fala de amigos e cidades. Se distraiam, relaxem.

O caleidoscópio de Clarice
Quatro gatos, um caso, várias amigas, um mestrado, quatrocentos livros (empoeirando na estante, ao menos) e nenhum orgasmo. Europa duas vezes, Buenos Aires umas quantas, adorava o Rio, realmente São Paulo é feia e já está decidido: não pisaria mais uma vez sequer Berlim. Dois cremes no rosto pela manhã, nenhum à tarde e uma limpeza profunda à noite. No pacote, Nina Simone com "To be young, gifted and black", que tem o poder de alisar até mesmo uma uva-passa.

Cinco namoros sérios - contando assim, desde o Aloísio, no colégio -, um maço de cigarros por dia, vocabulário amplo, o melhor nhoque da turma (ela, o Flávio que é gay, a Ana maníaca por limpeza e solteirona convicta e o Pedrinho, geólogo). Um terço do salário na poupança todo o mês e o tédio rondando...

Pedrinho chegou para o almoço - ela havia esquecido. Sábado. Meio-dia.

Clarice enfiou-se num vestidinho rodado, assim, na altura dos joelhos, fazia calor. Praguejou a campainha, achando que era o gás, "putaqueospariu!".

- Oi, querido. Desculpa... Não era contigo.

- Imagina...

- O que tu quer comer?

- Pizza.

- Serve pão com margarina? E soltou um risinho cínico.

O silêncio se fez. Clarice foi até o telefone discar para uma tele-entrega qualquer. Apalpou o seio direito (o mais bonito). Intumesceu.

Acendeu um cigarro e foi até a janela soltar as baforadas. Pedrinho lia o jornal, atirado no sofá. Na rua, Clarice viu uma senhora gorda passar com um cachorro feio e um homem de terno cinza, que nem a percebeu, justo quando ela o flagrou cutucando o nariz, "porco". Clarice se julgava farta, atraente. Tonto, estúpido. "Ô, moço! Olha aqui! Aqui em cima". E nada do homem olhar.

- Pára com isso, guria!

- Não enche!

Pedrinho colocou a pizza em cima da mesa e foi embora. Clarice estava péssima, melhor não facilitar. Fechou a porta atrás de si e já na calçada, abanou para amiga que seguia na janela.

Clarice em ponto de bala e era capaz mesmo de chamar o homem de cinza pra subir, um chá de menta, quem sabe... Mentalizou. Nada. E os peitos rijos. "Preciso sentir aquele friozinho outra vez". E retirou da fronte uma mecha castanha e reincidente. Cruzou o olhar para a esquina, prestando atenção ao branco-sim-branco-não em que um pé lindo!, pousado sobre uma sandália vertiginosa pisava e Pedrinho diminuía mais e mais e mais no seu campo de visão.

Atravessou, descalça, o exíguo JK, em direção ao banheiro. Ausência de luz - o laboratório fotográfico se assemelhava aos sonhos em que o vermelho-beijo e o breu eram causa de torpor. Ali agarrou os químicos (sem vontade alguma de trabalhar, frise-se) e revelou uns quantos contatos 3X4, desses de oito cópias por cinco reais.

Agarrou as pontas de sua saia-voadora e empinou o tecido vulgar, rebolando. Agora, lembrava do homem de cinza e do branco-sim-branco-não adornado por alguns chicletes em que aqueles pés estranhos e sensuais haviam pisado. As cores todas do dia e a falta delas. Os rostos fotografados em diminuto. Sua cara de cera. Cruzou outra vez o parquê, agora, observando as veias azuis de seus pés enormes. Subiu num tamanco e se voltou para a rua, outra vez. Um céu roxo se despedia.

Quinze pras oito. Uma só. Atirada sobre o parapeito, uma, ocre. A fêmea enrolou o rabo na perna de Clarice, enquanto os filhotinhos ronronavam ainda adormecidos. Três cores, as fêmeas têm três cores. Quase sempre. Comments:

postado por: Bela Figueiredo 05:24

Terça-feira, Outubro 4

Insone, eu?
Jamais sofri de insônia e o que temos agora? Um post que começou a ser escrito às 5h19min. Mas bem antes disso, revirei os lençóis e a cama mais parecia ser feita de lâminas do que de molas.

O que é isso? A vida inteira dormi como um bebê recém-nascido. De acordo com o neurologista Flávio Aloe, especialista em medicina do sono do Hospital das Clínicas da USP, "o distúrbio atinge entre 20% e 30% da população", então, não me sinto só nesse inferno de rolar na cama, porém, sou estreante: não sei direito o que fazer. Um chá de camomila? Banho morno? Respirar fundo? Contar carneirinhos? Confesso: mesmo não tendo o hábito de fumar pela manhã, fumo o primeiro cigarro. Que feio!


Do site www.ocarteiro.com.br


A Falsa Baiana Serviço: Existem mais de 80 tipos de distúrbios do sono catalogados atualmente. Conforme matéria publicada no suplemento Equilíbrio (que ironia!), da Folha de São Paulo, a insônia "é caracterizada não só pela dificuldade em pegar no sono. Alguns acordam no meio da noite e não conseguem voltar a dormir. Outros despertam muito cedo, sem que as horas de sono tenham sido suficientes para descansar e relaxar". Me sinto acolhida, pois.

A arte de constatar e, apenas, aceitar: Lá pelas tantas, constatei que de nada adianta pelear contra a insônia; nada funciona: nem inspire respire nem maçã geladinha nem reza nem concentração. Apelei para busca no Google (eita mania de querer entender as coisas!) e achei uma poesia de Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, que pelo jeito também passou seus maus bocados nos braços de Morfeu.

Sabe, essa insônia até que foi boa? Descobri que a morfina tem seu nome derivado de Morfeus, pois propicia sonolência e efeitos análogos aos sonhos. O significado da palavra de origem grega é "aquele que forma, que molda (...) Morfeu tem a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas, como se fosse a pessoa amada".

Vamos de Pessoa, ops! de Álvaro de Campos (ah, esses insones e seus truques):

"Insônia
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite -
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam -
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.

Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.

Estou escrevendo versos realmente simpáticos -
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!

Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo - sei lá salvo o quê...

Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!

Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.

Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!

Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.

Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente. Mas não durmo."


Alguém aí me põe pra dormir? Estou cansada de pensar e pensar e pensar e, sobretudo, de ocupar os caríssimos com minhas mazelas. Comments:

postado por: Bela Figueiredo 17:16

Sábado, Outubro 1

Tô de olho
Comments:

postado por: Bela Figueiredo 09:25

"Papai é o maior/ papai é que é o tal"
Leia o perfil do meu progenitor no Coletiva.net Comments:
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