Quarta-feira, Abril 26


Sabe o que é bom?
Uma patada; aquela visitinha; Miguel em Porto Alegre; suco de uva; café com Karina e Edu; minhas irmãs tricotando pela casa; penne ao molho de melão e presunto; Beatles; vinhozinho em casa com os amigos; a cachorrada com cara de sono de manhã e preguicinha de tarde; a risada do Vítor, enfim, a vida real. Morte aos cabos! Vida aos cabras!
escrito por Bela Figueiredo 21:40 - Comments:


Sábado, Abril 22


O fino da bossa
Duplas
Olhos fechados
Cigarrinho

Ah, e não entendo a vida sem cachorros.


Foto de Henri Cartier-Bresson
escrito por Bela Figueiredo 00:40 - Comments:


Quarta-feira, Abril 19


Agora o bode se encrespou...
Hoje, o Eduardo enviou por e-mail esse bafón do Diog(r)o Mainardi. Bom, quem fala o que quer pro Franklin Martins, leva processo.

Diog(r)o é um embuste. Um cara que se fez em cima da editora do pai, que publicou três ou quatro livros incipientes, que ninguém sabe que foram escritos. Eu sei porque chafurdo a vida desse pulha, pois me interessa saber quem realmente é a criatura que está do outro lado da trincheira. Diog(r)o é o símbolo vivo do tupiniquim que idolatra o "american way of life", tanto que apoiou a invasão do Iraque. Ui. Enjoei!

"Desafio a um difamador
Franklin Martins (*)

O sr. Diogo Mainardi, em artigo intitulado "Jornalistas são brasileiros", publicado na revista Veja (nº 1952, de 16/4/2006), acusou a mim e a outros profissionais de imprensa de sermos "moralmente frouxos" e de mantermos "relações promíscuas" com o poder político. No meu caso, saiu-se com a estapafúrdia história de que eu teria uma cota pessoal de nomeações no serviço público. Nessa cota, estariam meu irmão, Victor Martins, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e minha mulher, Ivanisa. Seguem-se alguns esclarecimentos. Devo-os não ao sr. Mainardi, mas a meus leitores, telespectadores e ouvintes, e também a meus colegas de profissão que, com razão, continuam a acreditar que o jornalismo só tem valor se for exercido com espírito público e ética:

1. Não tive, em qualquer momento ou em qualquer instância, nada a ver com a nomeação de meu irmão, profissional conceituado na área de petróleo, para a diretoria da ANP. Jamais intercedi junto a quem quer que fosse no Poder Executivo para sua indicação. Jamais pedi a qualquer membro do Senado, a quem cabe constitucionalmente aprovar ou recusar as diretorias das agências reguladoras, que olhasse com simpatia seu nome. Não movi uma palha nesse episódio. Meu irmão tem a vida profissional dele e eu, a minha.

O sr. Mainardi não é obrigado a acreditar no que digo. Mas, se não fosse um difamador travestido de jornalista, teria se esforçado para apoiar suas acusações em fatos que revelassem uma conduta inadequada da minha parte, e não apelado para trechos de discursos desse ou daquele parlamentar com referências à minha pessoa que não significam absolutamente nada. Sobre o que falam deputados e senadores nem eu nem o sr. Mainardi temos a menor responsabilidade. Qualquer pessoa medianamente informada sabe disso. Somos eu e ele responsáveis apenas pelos nossos atos.

Por isso, lanço-lhe um desafio. Se qualquer um dos 81 senadores ou senadoras ¿ um só, não é necessário mais do que um ¿ vier a público e afirmar que o procurei pedindo apoio para o nome de meu irmão, me sentirei sem condições de seguir em meu trabalho como comentarista político. Pendurarei as chuteiras e irei fazer outra coisa na vida. Em contrapartida, se nenhum senador ou senadora confirmar a invencionice do sr. Mainardi, ele deverá admitir publicamente que foi leviano e, a partir daí, poupar os leitores da Veja da coluna que assina na revista. Tudo ou nada, bola ou búrica. O sr. Mainardi topa o desafio ? Se topa, proponho que escolha uma pessoa de sua confiança, enquanto eu pedirei à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que designe um profissional acima de qualquer suspeita, para que ambos conversem imediatamente com todos os senadores e senadoras e ponham essa história em pratos limpos.

Se não topa o desafio, o sr. Mainardi estará apenas confessando que não tem compromisso com a verdade e deixando claro que não passa de um difamador. Sei os riscos que estou correndo. Entre os 81 senadores, há vários que, em um ou outro momento, já foram frontalmente criticados por mim. Outros devem ter discordado inúmeras vezes de minhas opiniões e avaliações. É provável que haja, inclusive, quem, em algum episódio, tenha se sentido injustiçado por alguma palavra minha. Mesmo assim duvido que apareça um só senador, governista ou oposicionista, do Norte ou do Sul, veterano ou novato, que confirme a afirmação insultuosa do sr. Mainardi de que fiz tráfico de influência para nomear um irmão para a ANP. Duvido que apareça por uma razão muito simples: isso simplesmente nunca ocorreu.

Os mais graves

2. Quanto à minha mulher, é funcionária pública há mais de 20 anos. E servidores públicos, sr. Mainardi, por incrível que lhe pareça, trabalham no serviço público. Não sei qual a razão de sua surpresa com o fato. Devo esclarecer que, embora seja profissional extremamente competente, com mestrado em Planejamento Social na London School of Economics, já tendo dirigido agências e programas nacionais na área, no momento minha mulher não exerce cargo comissionado e sequer tem função gratificada. Por quê? Não sei. Coisas do serviço público...

Dados os esclarecimentos, sigo adiante. Nem sempre concordo com o que escrevem Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, e Helena Chagas, de O Globo, também difamadas pelo sr. Mainardi no artigo mencionado. Mas isso não me impede de dizer que são duas tremendas profissionais, das melhores jornalistas deste país. Na nossa profissão, como em todas outras, há gente séria e gente que não presta, pessoas íntegras e pessoas sem caráter. Eliane e Helena estão na primeira categoria e me honra ter sido colocado na companhia delas. Para mim, desabonador seria o contrário.

Os ataques que sofremos Eliane, Helena e eu talvez sejam os mais graves, mas não são os primeiros que o sr. Mainardi lançou recentemente contra jornalistas. Nos últimos meses, semana sim, semana não, pelo menos duas dúzias deles foram vítimas de investidas absolutamente desrespeitosas, carregadas de insinuações capciosas contra suas atividades e carreiras. Mas como ninguém deu pelota para os arreganhos do rapaz ¿ nem os jornalistas, que simplesmente não o levam a sério, nem os leitores da Veja, que já se cansaram de ver um anão de jardim querendo passar-se por um gigante da crônica política ¿, o sr. Mainardi decidiu aumentar o calibre de seus ataques. E partiu para a difamação pura e simples.

Recurso à Justiça

Vivemos numa democracia, felizmente. Todos têm o direito a defender suas idéias, mesmo os doidivanas, e a tornar públicas suas posições, mesmo as equivocadas. Em compensação, todos estão obrigados a aceitar que elas sejam criticadas livremente. O sr. Mainardi, por exemplo, tem a prerrogativa de dizer as bobagens que lhe dão na telha, mas não pode ficar chateado se aparecer alguém em seguida dizendo que ele não passa de um bobo. Pode pedir a deposição do presidente Lula, mas não pode ficar amuado se alguém, por isso, chamá-lo de golpista. Pode dizer que o povo brasileiro é moralmente frouxo, mas não pode se magoar depois se alguém classificá-lo apenas como um tolo enfatuado.

Ou seja, o sr. Mainardi pode falar o que quiser, mas não pode querer impedir que os outros falem. Mais ainda: o sr. Mainardi é responsável pelo que fala e escreve. Enquanto permaneceu no terreno das bobagens e das opiniões disparatadas, tudo bem. Faz parte da democracia conviver com uma cota social de tolices e, além disso, presta atenção no bobo da corte quem quer. Mas quando o bufão passa a atacar a honra alheia, substituindo as bobagens pela calúnia e as opiniões disparatadas pela difamação, seria um erro deixá-lo prosseguir na sua torpe empreitada.

No Estado de Direito, existe um caminho para os que consideram que tiveram a honra atacada por um detrator: recorrer à Justiça. É o que farei nos próximos dias. No processo criminal, o sr. Mainardi terá todas as oportunidades de provar que usei minha condição de jornalista para traficar influência. Como é mais fácil um burro voar do que ele dar substância às suas invencionices a meu respeito, estou confiante de que se fará justiça e o difamador será condenado pelo seu crime.

Para informar à sociedade

Desde já, adianto que, se a Justiça fixar indenizações por danos morais, o dinheiro será doado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e à Associação Brasileira de Imprensa. Não quero um centavo dessa causa. Não dou tanta importância a dinheiro como o sr. Mainardi, que já definiu seu próprio perfil: "Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha".

Prefiro ficar com Cláudio Abramo: "O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter". Mas, para tanto, o sr. Mainardi está incapacitado. Não porque lhe seja escassa a inteligência; simplesmente falta-lhe caráter. A história da moedinha diz tudo.

Da minha parte, seguirei fazendo o único jornalismo que sei fazer, o que busca dar informações ao leitor, ao telespectador, ao ouvinte, com inteligência e respeito, para que ele forme sua própria opinião sobre os fatos. Não quero fazer a cabeça de ninguém. Não creio que essa seja a missão da imprensa, ainda que alguns jornalistas e alguns órgãos de comunicação, de vez em quando, queiram ir além das suas chinelas. Existimos para informar à sociedade, e não para puxá-la pelo nariz para onde quer que seja. E desse jornalismo não vou me afastar, apesar das mentiras, da gritaria e das difamações do colunista da Veja. O macartismo não me intimida. O sr. Mainardi, muito menos."

(*) Jornalista, diretor de jornalismo da Globo em Brasília, comentarista político da CBN e da Globo News
escrito por Bela Figueiredo 20:30 - Comments:


Segunda-feira, Abril 17


Atchim!
Só a Meg Ryan consegue ser charmosa gripada, de pijama cinza-mescla, com uma caixa de Kleenex do lado.
escrito por Bela Figueiredo 14:34 - Comments:


Sexta-feira, Abril 14


A vasta natureza e todos os seus segredos ou Dindismo
O Dindismo é algo que acontece espontânea e simplesmente. Seja num apartamento-útero, em Porto Alegre, ou na ácida São Paulo, com duas, "quatlas" ou mais pessoas. Pode ser um momento, um riso fácil, riponguismo, preguiça ou pressa. É, sobretudo, sublime ação e não sublimação. É uma metapalavra, um não-conceito, uma ocasião, acontecimento, fato, repleto de força e beleza. O Dindismo pode ser permeado pela dor ou pela delícia, desde que imantado por sinceridade.

O Dindismo vem da música "Dindi", de Tom. Ao contrário do que a maioria pensa, "Dindi" não é um nome de mulher. Vem de Dirindi, morro próximo ao sítio de Tom, em Poço Fundo. Quando ele via o rio passar, ronronando nas pedras, com sua água espumada, sentia-se em paz, e, na outra margem, começava o pasto que ia dar no morro do Dirindi. "Dindi, não era, como muitos pensavam, um nome de mulher. Mas sim toda aquela vasta natureza e seus segredos", narrou Helena Jobim, irmã de Tom, no livro "Antonio Carlos Jobim, Um Homem Iluminado".

Dindi
Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Pra onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
E o vento que fala das folhas
Contando as histórias que são de ninguém
Mas que são minhas e de você também
Ai, Dindi
Se soubesses o bem que eu te quero
O mundo seria, Dindi, tudo, Dindi, lindo, Dindi
Ai, Dindi
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindi
Olha, Dindi, fica, Dindi
E as águas desse rio
Onde vão, eu não sei
A minha vida inteira, esperei, esperei por você, Dindi
Que é a coisa mais linda que existe
É você não existe, Dindi

escrito por Bela Figueiredo 18:34 - Comments:


Terça-feira, Abril 11


No game
Pode ser que o resto todo me canse.
Que eu dance.
Mas não amanso.

E isso não é um poema.
Nem esquema.
Avanço.

Eu não quero troféu.
Nem um lugar no céu.
Nem minhas rimas porcas - que ranço!

Os cremes dos potes não dão resultados.
O riso não fica bem amontoado.
Espanco.


Desejo apenas mais um dia,
a mesma felicidade,
outra paz igualzinha a essa...
[Foto de Mau Capellari]
escrito por Bela Figueiredo 22:43 - Comments:


Segunda-feira, Abril 10


Dominguinho-delícia
Melhor domingo de muito tempo. Completamente Avon com Karina, Eduardo e Vitor + vinil, papos nada opacos, Chico Buarque, out do underglitter. Ah, uma coisa que me dei conta agora: nós cinco [os quatro amigos mais o Chico] temos uns olhos de matar. Jadore!


escrito por Bela Figueiredo 12:40 - Comments:


Quinta-feira, Abril 6


Maior que o normal
No dia que nunca acaba, tu pega ônibus e decide descer bem antes e nem sabe bem o motivo, afinal, nem tudo precisa fazer sentido. Também no dia que parece mais longo, se encontra ex-colega de faculdade no Centro e se faz pergunta idiota, se almoça com amigo, se publica no Orkut a foto com a melhor amiga. É justo nesse dia longo e não enfadonho, mesmo que demasiadamente comum, que se fuma mais e dorme menos; não se cura ressaca; o telefone te acorda e tu não pragueja; se observa o homem de 45 anos, supostamente, com sua calça cinza e rota em perfeita sintonia com o cabelo ralo. No dia extenso, tu finge que está interessada num assunto cujo interlocutor é alguém que não te diz nada e aqui tu não é fingido nem frígido ao de fora: só que nada te prende. E quanto mais comprido fica o dia, mais coisas podem acontecer, conseqüentemente, já que, teoricamente, tu tem mais tempo pra gastar. Responde que espresso, de café, é com "s"; um amigo que mora longe te liga e a conversa parece durar duas horas, mas se passaram apenas 40 minutos; tu entrega filme na locadora; observa as flores dormindo na banca; pinta as unhas de pele; planeja o feriado de Páscoa; demora mais tempo no banho; pensa como as hordas de adolescentes são adoráveis com suas labels; responde e-mails; corrige textos, enfim, não entende como ontem foi tão expresso, com "x", sem delongas e que tu chorou e bebeu e teve raiva e que te deram um beijinho singelo e que tu riu e reencontrou pessoas queridas e que o teu cabelo tava uma bosta.
escrito por Bela Figueiredo 23:15 - Comments:


Terça-feira, Abril 4


Fru-frus
Taí. Decor nova da antiga maison.
Um trabalho do guri mais querido de Porto Alegre, o onipresente Caon.
Ainda vamos ajeitar uns detalhezinhos, onde reside Deus, mas já tá habitável.
escrito por Bela Figueiredo 08:57 - Comments: